A estrela Stefani Germanotta, aka Lady Gaga

A estrela Stefani Germanotta, aka Lady Gaga

Mas que mulher, mas que profissional, mas que Marca!

 

Confesso que sou uma grande fã da Lady Gaga, das suas músicas, da sua voz, da sua presença e da sua história. Tentarei não ser tendenciosa neste artigo mas não prometo. Para mim, ela é um exemplo a conhecer. Um exemplo que demonstra que é possível. Por vezes difícil mas possível.

 

O seu discurso emocionante e inspirador marcou a cerimónia dos Óscares este ano e rapidamente se viralizou pelo mundo fora. Parabéns pela actuação brilhante e pelo prémio de Melhor Canção, muito merecido!

 

Parabéns pelo discurso. Simples, directo, verdadeiro e sábio. Mas o que está por detrás das suas palavras? Quantas pessoas conhecem o seu percurso, a sua história, os seus sucessos, os seus medos, os seus momentos menos bons? Quantas pessoas conhecem verdadeiramente a pessoa que está por detrás da Lady Gaga? Eu adoraria conhecê-la pessoalmente, confesso.

 

Partilho aqui e agora consigo o que sei sobre esta estrela, sobre esta pessoa e sobre esta profissional. Lady Gaga é claramente um óptimo exemplo de uma Marca Pessoal forte e poderosa, que se posicionou, reposicionou, fez o seu percurso, caiu, levantou-se, lutou, riu, chorou, venceu. Por detrás desta artista está uma pessoa como muitas outras. Conheça um pouco mais sobre ela.

 

Lançou o seu primeiro álbum em 2008 mas lutava para ganhar o seu espaço e destaque desde 2003. Começou por escrever músicas para outros artistas e foi rejeitada diversas vezes pelas editoras. Nunca desistiu e um dia conseguiu. Conseguiu um contrato com uma editora e deu-se início a uma nova ”vida” para a Stefani. Disseram-lhe que a imagem que ela tinha não era adequada para o meio onde queria estar inserida e que teria de se diferenciar de outras artistas pop que já existiam. Assim, Stefani Germanotta transformava-se em Lady Gaga. Extravagante, diferente, polémica. Uma personagem para vender. Rapidamente alcançou o sucesso com os seus primeiros álbuns e ganhou vários prémios. Contudo, o lançamento do seu 3º álbum vem abalar um pouco as coisas. As pessoas pareciam um pouco cansadas da imagem Lady Gaga, o lançamento do álbum não correu bem, fizeram-se muitas exigências à artista, surgiram algumas polémicas e críticas que conduziram a uma má relação com a editora. É então que dá início a um processo de mudança e decide lançar um álbum de jazz com Tony Bennett. Se por um lado algumas pessoas diziam que Lady Gaga estava parada, esquecida e em declínio, por outro mantinha consigo os seus fãs fiéis. O ano de 2016 representa um marco para a artista com o lançamento do álbum Joanne, uma homenagem a uma tia sua que morreu antes de Lady Gaga nascer e onde revela o seu lado mais pessoal num mix entre o estilo country e o rock.

 

Quando se lançou, Lady Gaga ficou conhecida como uma artista ousada e excêntrica, o que ajudou a conduzir ao seu sucesso e estrelato (obviamente associada à sua boa performance). Contudo, o que muitas pessoas não sabem e que a cantora revela num documentário é que aquela não era ela. Aquelas roupas, maquilhagens, acessórios escondiam a verdadeira Lady Gaga. Com o tempo ela foi percebendo que não era assim que se queria mostrar, não era assim que se queria sentir.

 

Adorava os seus fãs e estar com eles mas só quando chegava a casa sentia que podia ser ela mesma. Depois de “despir” toda aquela personagem. Sentia que não era “livre”. Era na sua família que se reconfortava, que se sentia feliz, que se sentia ela. A sua família é um pilar essencial, o mais importante da sua vida e fez questão de o mostrar no seu discurso nos Óscares.

 

Aos poucos, ela mudou, ela reposicionou-se e o seu rumo deu uma reviravolta. O álbum Joanne, as suas novas músicas, letras e imagem são reflexos dessa mudança. Sentiu que passou anos da sua vida a fazer o que os outros queriam que ela fizesse ou mesmo o que lhe impunham. Sentiu tantas emoções. Sentiu medo, paranoia, ansiedade (palavras da Lady Gaga). Estava com imensa gente e ao mesmo tempo sentia-se sozinha. Passou por um processo de auto-aprendizagem, conheceu-se, encontrou-se, teve coragem e hoje assume que tirou um “peso” de cima. Agora ela é ela. Agora ela faz o que realmente quer fazer. Do cenário de fantasia passou para o palco em bares. Da fantasia para o real. Do forçado para o natura. Agora assume que é feliz. Nunca quis decepcionar os fãs. E acho que não decepcionou.

 

Aquele discurso faz sentido. Faz sentido porque é verdadeiro. Faz sentido porque eu acredito naquelas palavras. E sobretudo, faz sentido para a Lady Gaga que viveu o que viveu, que sabe do que está a falar.

 

Um história fácil? Não.

Sorte? Não.

Desistir com as adversidades que surgem? Não.       

Viver uma personagem? Não.

Muito trabalho? Sim?

Apoiar-se nos seus pilares? Sim.

Lutar por um sonho? Sim.

 

"Se estão em casa a ver isto, sentados no vosso sofá, só vos posso dizer que trabalhei muito. Trabalhei muito durante muito tempo e o importante não é ganhar. Se tiverem um sonho, lute, por ele. O importante não é a quantidade de vezes que são rejeitados, que caem ou que perdem. Importante é serem corajosos e nunca desistirem"- Lady Gaga.

 

Além de ter ganho inúmeros prémios, nomeações e reconhecimentos internacionais, a cantora foi a primeira pessoa na história a vencer um Óscar, um Grammy, um BAFTA e um Globo de Ouro no mesmo ano.

 

Mais uma vez parabéns (gosto mesmo dela ūüėä).

Parabéns por tudo o que és, representas, fizeste, alcançaste e venceste!